Outubro de 2009
Revolução e Contra-Revolução, obra perene que influencia e continuará a influenciar as gerações vindouras.
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Carta do Diretor

Caro leitor,

Em seu centésimo número (abril de 1959), Catolicismo deu a lume a obra-mestra de Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, informalmente conhecida como R-CR. Meio século depois, ela é mais atual do que nunca, pois escrita não apenas para determinada época, mas para todos os tempos. Obra perene, que influencia e continuará a influenciar as gerações vindouras.

Publicada em 16 países da Europa e das três Américas, em nove línguas, somando 27 edições, a R-CR expõe a agudíssima visão do autor sobre a crise que afeta tão profundamente o mundo contemporâneo, para além dos estudos mais clarividentes já apresentados sobre o assunto.

À luz da fé católica, o Prof. Plinio faz uma análise histórica, filosófica e sociológica da crise, apontando sua origem no final da Idade Média, suas trágicas conseqüências a partir do Humanismo e da Renascença, iniciando um processo multissecular que se desenrola por etapas: o Protestantismo (1517), a Revolução Francesa (1789), a Revolução Comunista (1917), seguindo-se posteriormente a Revolução da Sorbonne (1968), até os funestos sintomas, nos dias de hoje, da Revolução Cultural e Tribalista.

Ainda que boa parte dos leitores de Catolicismo conheça a R-CR, é menor o número dos que têm informações sobre os antecedentes da sua elaboração e publicação. Com o intuito de dá-los a conhecer, pedimos a um discípulo de Plinio Corrêa de Oliveira, Dr. Caio Vidigal Xavier da Silveira, que os narrasse para nossos leitores, o que constitui a matéria de capa desta edição. Ele conheceu o Prof. Plinio anos antes da preparação da obra, e já era seu discípulo no período em que o líder contra-revolucionário redigiu a R-CR. Xavier da Silveira historia como foram se formando e firmando na mente do Prof. Plinio as primeiras noções de Revolução e de Contra-Revolução.

A leitura dessa matéria constitui um auxílio eficaz para enfrentar a crise que devasta o mundo hodierno, preparando-nos para as futuras intervenções da Divina Providência nos acontecimentos. Ajuda-nos a formar uma noção mais profunda do horror que representa a Revolução, e da necessidade da restauração da Cristandade, conforme anunciado por Nossa Senhora em Fátima em 1917.

Desejo a todos uma boa leitura.

Em Jesus e Maria,

 

Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor

paulobrito@catolicismo.com.br

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