Março de 2009
Qual o tipo de civilização ideal para a humanidade?
Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão
Carta do Diretor

Caro leitor,

Qual o tipo de civilização ideal para a humanidade, a fim de que ela atinja a finalidade para a qual foi criada? Por certo a cristã, baseada nos princípios do Evangelho, porquanto só nela pode-se realizar o que está dito no Pai Nosso: “Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu”. Por ela lutaram e sacrificaram-se os nossos intrépidos missionários e colonizadores.

Mas tal ideal de civilização, que era até certo ponto admitido pela generalidade dos homens, ainda que intuitivamente, de algum tempo para cá vem sendo negado. E não se pense que por pessoas ignorantes, mas por intelectuais, homens públicos e até mesmo eclesiásticos.

Segundo tais pessoas, muitas delas adeptas da corrente progressista e estruturalista, a organização social não deve ser cristã e hierárquica, mas tribal, onde cada qual faz o que bem entende e tudo pertence a todos. Entre outros objetivos, essas correntes propugnam a concessão cada vez maior do território brasileiro para as tribos indígenas, como ocorre atualmente com a reserva Raposa/Serra do Sol.

À vista disso, não é de surpreender que, diante da crise econômico-financeira que convulsiona atualmente o mundo, comecem a propagar com mais empenho sua absurda teoria como solução para todos os problemas.

É oportuno lembrar que ela foi denunciada em 1977, pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em seu profético livro recentemente reeditado, Tribalismo Indígena: ideal comuno-missionário para o Brasil do século XXI. A obra condena teses absurdas dessa neomissiologia: consideram os métodos do Bem-aventurado Anchieta e de Nóbrega como causadores da desagregação dos índios; brancos cristãos teriam vindo ao Brasil para dominar, desprezar e espoliar os índios; estes constituem sinal profético para questionar a Igreja e a sociedade, etc.

Nossa matéria de capa é de autoria de Nelson Ramos Barretto. Ele escreveu, juntamente com Paulo Henrique Chaves, uma atualização ao mencionado livro de Plinio Corrêa de Oliveira, com o título: 30 anos depois – ofensiva radical para levar à fragmentação social e política da Nação. O volume recentemente lançado apresenta uma reedição do livro publicado há 30 anos, acrescido de um complemento que confirma, com impressionantes fatos da atualidade, o acerto da posição assumida anteriormente por aquele insigne líder e pensador católico.

Esse tema é de molde a levar o leitor a se debruçar com especial atenção sobre a candente temática, que projeta uma luz no túnel escuro do momento presente.

 Desejo a todos uma boa leitura.

 

 

Em Jesus e Maria,

 

Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor

paulobrito@catolicismo.com.br

Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão