Abril de 2004
Desculpa esfarrapada
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Correspondência

Desculpa esfarrapada

Com a desculpa de defender os direitos dos índios, os antropólogos da Funai prestam-lhes o maior desserviço (aos índios e à Pátria). Porque os índios, se isolados em reservas, não progridem e ficam estagnados na indigência. Essa desculpa é apenas uma escapatória para justificar a absurda conversa fiada de "direitos dos índios". O curioso é que tais antropólogos sabem perfeitamente disso (e eu tenho falado desse absurdo com alguns). Por que então eles têm essa atuação absurda? Coloca-se até a pergunta: eles não serão financiados pelos grupos de traficantes e de terroristas da Colômbia, do Peru, e outros que praticam delitos e se refugiam em "territórios indígenas" próximos de nossas fronteiras? A mesma pergunta pode ser lançada contra os "ambientalistas" e ongueiros de carteirinha. Isso não é novidade. Mas o que me assusta mais é o posicionamento dos missionários a favor do congelamento dos índios no primitivismo tribal, como bem coloca a revista. Assusta-nos também o fato de o governo federal, sobretudo o ministério da Justiça, apoiar as chamadas demarcações de terras indígenas, apesar do evidente risco à segurança nacional.

(A.S.P. - MS)

Contra artimanha protestante

A matéria de capa da edição de fevereiro mostra bem o que eu sempre gostaria de ter visto numa revista católica. A defesa da fé católica contra a artimanha dos protestantes (autodenominados "evangélicos", como é bem lembrado na reportagem) é essencial, e eu recomendaria a leitura desta revista a todos os católicos. Não só por isso, a revista dá um show em qualidade. Não sou assinante, mas penso seriamente em assiná-la, senão comprá-la mensalmente.

(F.S.T. - RJ)

Contra a proliferação de seitas

Parabéns pelas defesas à nossa Igreja Católica, Apostólica, Romana, contra a proliferação de seitas protestantes em nosso País. Se certos padres que se dizem progressistas (?) trabalhassem mais e dessem testemunho em defesa de nossa Igreja, as coisas não estariam do mesmo jeito. Boa Sorte.

(M.A.S.F. - CE)

A beleza da Igreja Católica

Queria parabenizar pela explicação sobre algumas dúvidas sobre os protestantes e católicos. Vemos que a nossa Igreja é muito mais bela do que parece, e me orgulho muito de pertencer à Igreja deixada por NOSSO SENHOR JESUS, por meio dos SANTOS APOSTÓLOS, em especial SÃO PEDRO, nosso primeiro PAPA. Agradeço e rogo a DEUS para que muitos outros que lerem essas matérias também sintam o mesmo que eu senti.

(A.P. - SP)

"Um só senhor, uma só fé"

Estou cursando o 5º período de Ciências da Administração, e sou católico, apostólico, romano. O que fez despertar meu interesse em escrever esta carta foi comentar a matéria da revista de fevereiro 2004, que tinha como tema NÃO SE DEIXE ENGANAR, "Saiba defender-se das ciladas protestantes".

Tenho acompanhado com apreensão o crescimento das seitas evangélicas. Utilizando o artifício de prestação de serviços para com nossos miseráveis de fé, com promessas de um mundo novo. Na cabeça de muitos, diante das adversidades da vida, como por exemplo o desemprego, as pessoas vêem "opções de carreira para quem pretende enriquecer facilmente". Isso é para vermos até que ponto chegou a sociedade cristã. A sociedade tem conhecimento de haver pastor de seita que chega a ganhar como um jogador famoso de futebol. É por esta razão que escrevi para externar a importância que foi esta matéria que nos orientou com respostas a algumas objeções de protestantes contra a Igreja Católica. E também gostaria que me fossem respondidas algumas perguntas, que foram distribuídas em minha cidade pelos protestantes. E se fosse possível, que algumas destas perguntas, que vocês achassem importantes, fossem publicadas, para que nós cristãos, da verdadeira Igreja Católica Romana, fôssemos instruídos do verdadeiro Magistério. "Há um só senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4,5).

(J.P.C.S. - PE)

Esclarecendo uma dúvida

Estimado Sr. Afonso de Souza: Tive a satisfação de ler - com muito proveito - seu precioso e irrespondível artigo [matéria de capa de Catolicismo, fevereiro/2004] sobre a argumentação protestante. Restou, contudo, uma pequena dúvida. Afirma o senhor, com razão: "Tanto no hebraico como no aramaico, a palavra 'irmão' pode ter vários significados: a) filhos do mesmo pai (...)". Ocorreu-me que os protestantes poderão objetar: "O Novo Testamento foi quase todo escrito originalmente em grego, onde não existe esta polissemia para o vocábulo. Jesus teve irmãos, sim!" Que lhe parece?

(E.J.T. - PR)


Resposta do articulista Afonso de Souza:

Prezado Prof. Ênio: Agradeço-lhe as amáveis referências ao meu artigo. Quanto à objeção que o Sr. tão argutamente expôs, deve-se ter presente o seguinte:

A expressão "irmãos de Jesus" apresenta realmente tantos desdobramentos, que o Dictionnaire Apologétique de la Foi Catholique (Gabriel Beauchesne, Éditeur, Paris, 1924, tomo II) dedica não menos que 9 páginas para tratá-los.

Discute-se se os Evangelhos de São Mateus, São Marcos e São João não teriam sido originariamente escritos em aramaico. Porém, mesmo que tivessem sido escritos diretamente em grego, os evangelistas estavam relatando palavras e frases enunciadas em aramaico, num contexto cultural hebraico, e portanto deviam transcrevê-las como foram pronunciadas. Assim, quando São Mateus descreve o espanto dos habitantes de Nazaré diante das ações de Jesus, reproduz as palavras tais quais eles as disseram: "E indo [Jesus] para a sua pátria, ensinava nas suas sinagogas, de modo que se admiravam e diziam: Donde lhe vem esta sabedoria e estes milagres? Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago e José e Simão e Judas? E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde vem pois a este todas estas coisas?" (Mt 13, 54-56). Não caberia ao evangelista, mesmo escrevendo em grego, explicar que, no contexto hebraico, irmãos e irmãs equivaliam a primos na classificação de parentesco vigente em outros povos.

Assim fazendo, os evangelistas seguiam o exemplo dos Setenta(*), que, dois séculos antes da vinda de Nosso Senhor, haviam traduzido o Antigo Testamento do hebreu para o grego: "Na tradução dos Setenta, a palavra hebréia para irmão ou parente foi traduzida como ADELPHÔS, que em grego significa 'irmão'. Se bem que o grego tenha uma palavra para primo, ANEPSIÔS, os tradutores dos Setenta preferiram utilizar ADELPHÔS" (Pe. Daniel Gagnon, ¿Tuvo Jesús "hermanos"? Estudio sobre los "hermanos" de Jesús en el Nuevo Testamento), http://apologetica.org.

E fizeram bem, porque estavam traduzindo frases que se situavam num contexto cultural hebraico, e nesse contexto é que deveriam ser entendidas.

Isto é tanto mais compreensível quanto, em grego, a polissemia do vocábulo ADELPHÔS abrange também a noção de parente próximo, como se vê em Sófocles e Platão (cfr. A. Bailly, Dictionnaire Grec-Français, Hachette, 1985).

______

(*) Setenta e dois doutos hebreus vindos para Alexandria, a pedido de Ptolomeu Filadelfo, entre os séculos II e III a.C., a fim de verter para o grego os vários livros do Antigo Testamento.

Antes tarde do que nunca!

Achei interessantíssimos os artigos publicados na revista Catolicismo. Freqüento grupos católicos e assino outras revistas católicas, mas nelas faltam artigos que nos alertem a respeito das armadilhas do maligno principalmente na política. Estive sob o domínio de satanás, politicamente falando, pois era admiradora de Fidel, Che, li todas as biografias lançadas por ex-guerrilheiros e votei no PT em inúmeras eleições, em todos os níveis. Estava cega, surda e louca. Foi preciso o cidadão que atualmente é o Presidente ganhar as eleições e mostrar a verdadeira cara para que eu caísse na realidade. Antes tarde do que nunca! Não foi culpa do grupo católico que freqüento. A pouca espiritualidade que tenho, devo a eles. Mas eles cuidam apenas da parte espiritual. De certa forma estão certos, mas acredito que esta revista de vocês complementa o que falta nas que eu assino.

(M.D.G.D. - PB)

Sadia espiritualidade

Primeiramente, parabéns por esse maravilhoso trabalho de levar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus por todos os cantos do Brasil. Quando não leio a revista mensalmente, parece que está me faltando algo. Com sua leitura, acabo aprendendo muitas coisas úteis à minha espiritualidade e sobre nossa tão amada Igreja. E sei que a revista é muito agradável aos olhos do Senhor, pois, se não, não faria tanto sucesso. Que Maria Santíssima continue guiando todos vocês aí da redação para que continuem assim, levando e estimulando o AMOR E A ADORAÇÃO a Nosso Senhor Jesus!

(A.C.A. - SP)

Luminosa idéia

A Revista Catolicismo é um verdadeiro porta-voz do movimento católico, apostólico, romano e necessita ter mais pessoas amigas que possam ser cooperadores, benfeitores e grandes benfeitores, a fim de que, deste modo, a direção de Catolicismo possa ter mais recursos para oferecer, em cortesia, a revista a muitas famílias que necessitam ter uma leitura proveitosa e católica em seus lares. Vamos formar uma nova cruzada em todo o Brasil, e que cada cidade possa ter um divulgador da revista Catolicismo para que novas assinaturas sejam feitas e que se dobre a tiragem da revista. Acreditamos que, se cada assinante conseguir um novo assinante, a cruzada irá crescer, e dentro de alguns meses teremos o dobro e até o triplo de pessoas se beneficiando desta preciosa revista, que continua a ser autêntica, servindo à Igreja de Deus com ensinamentos verdadeiros.

(C.M. - SP)

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