Agosto de 2000
A Igreja é a alma da Contra-Revolução
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Revolução e Contra-Revolução

Os itens do Capítulo XII que ora publicamos continuam a expor a tese de que a Igreja é a alma da Contra-Revolução
.

2. A Igreja tem o maior interesse no esmagamento da Revolução

Se a Revolução existe, se ela é o que é, está na missão da Igreja, é do interesse da salvação das almas, é capital para a maior glória de Deus que a Revolução seja esmagada.

3. A Igreja é, pois, uma força fundamentalmente contra-revolucionária

Tomado o vocábulo Revolução no sentido que lhe damos, a epígrafe é conclusão óbvia do que dissemos acima. Afirmar o contrário seria dizer que a Igreja não cumpre sua missão.

4. A Igreja é a maior das forças contra-revolucionárias

A primazia da Igreja entre as forças contra-revolucionárias é óbvia, se considerarmos o número dos católicos, sua unidade, sua influência no mundo. Mas esta legítima consideração de recursos naturais tem uma importância muito secundária. A verdadeira força da Igreja está em ser o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo.

5. A Igreja é a alma da Contra-Revolução

Se a Contra-Revolução é a luta para extinguir a Revolução e construir a Cristandade nova, toda resplendente de Fé, de humilde espírito hierárquico e de ilibada pureza, é claro que isto se fará sobretudo por uma ação profunda nos corações. Ora, esta ação é obra própria da Igreja, que ensina a doutrina católica e a faz amar e praticar. A Igreja é, pois, a própria alma da Contra-Revolução.

6. A exaltação da Igreja é o ideal da Contra-Revolução

Proposição evidente. Se a Revolução é o contrário da Igreja, é impossível odiar a Revolução (considerada globalmente, e não em algum aspecto isolado) e combatê-la, sem ipso facto ter por ideal a exaltação da Igreja.

7. O âmbito da Contra-Revolução ultrapassa, de algum modo, o da Igreja

A cidade medieval francesa St-Charité-sur-Loire, na qual vê-se ao centro a igreja de estilo românico circundada pelas construções da mesma época, o que constitui um símbolo da civilização medieval toda ela inspirada na Igreja católica.
Pelo que ficou dito, a ação contra-revolucionária envolve uma reorganização de toda a sociedade temporal: “Há todo um mundo a ser reconstruído até em seus fundamentos”, disse Pio XII, diante dos escombros de que a Revolução cobriu a terra inteira.

Ora, esta tarefa de uma fundamental reorganização contra-revolucionária da sociedade temporal, se de um lado deve ser toda inspirada pela doutrina da Igreja, envolve de outro um sem-número de aspectos concretos e práticos que estão propriamente na ordem civil. E a este título a Contra-Revolução transborda do âmbito eclesiástico, continuando sempre profundamente ligada à Igreja no que diz respeito ao Magistério e ao poder indireto desta.

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Em continuidade o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira trata do tonus contra-revolucionário que deve haver no apostolado católico. É o que veremos na próxima edição.

 

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