Janeiro de 2006
Ecologismo, suicídios e nudismo
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Por que Nossa Senhora Chora?

Ecologismo, suicídios e nudismo

A reta preservação da natureza sempre esteve presente nos costumes das pessoas de bom senso. Mais ainda, saber apreciar uma bela paisagem, encantar-se com um pássaro, aspirar o perfume de uma rosa podem constituir atos de amor a Deus, na medida em que se saiba ver, nessas belezas naturais, reflexos do Criador de todas as coisas.

Ultimamente, porém, certo ecologismo desvairado vai além de todas as medidas, ao deificar a natureza e apresentar o ser humano como seu predador inveterado. Cria-se assim, em certos círculos, verdadeira mania que pode chegar a conseqüências catastróficas. Vejamos a seguinte notícia.

Desvario ecológico

A natureza deificada, e o homem apresentado como seu predador inveterado
O ambientalista Francisco Anselmo Gomes de Barros “estendeu dois colchonetes em forma de cruz na calçada, ensopou-os com dois galões de gasolina e ateou fogo por volta das 12h de sábado. Teve queimaduras em 100% do corpo”. O suicídio ocorreu em “protesto contra a instalação de usinas de álcool e açúcar na bacia do rio Paraguai, onde fica o Pantanal. [...] Teve todo o corpo queimado e morreu na UTI da Santa Casa de Campo Grande” (“Folha de S. Paulo”, 14-11-05).

O espetáculo deprimente deu-se em meio a um protesto de ambientalistas que reunia cerca de 150 pessoas no centro de Campo Grande. Pouco antes de suicidar-se, Anselmo escreveu numa espécie de delírio: “A minha vida sempre foi um sacerdócio em defesa da natureza”. Ele era presidente da Fuconams (Fundação para Conservação da Natureza de MS).

Conforme ensina a doutrina católica, o suicídio constitui pecado grave contra o 5º Mandamento da Lei de Deus, que manda não matar. Nos bons tempos, a Igreja não rezava missa pelos suicidas nem permitia que fossem sepultados em cemitérios de católicos.

Índios privados do catecismo

O suicídio é comum também entre certas tribos indígenas. Competiria aos missionários pregar entre eles a doutrina católica para que se convertessem e abandonassem estas e outras práticas pagãs. Mas, nesta época de progressismo católico, grande número de missionários mais parecem interessados em evitar que os índios sejam batizados do que em trabalhar para que sigam a Jesus Cristo.

“Mais uma jovem indígena tentou o suicídio em São Gabriel da Cachoeira (AM). A tentativa da adolescente de 17 anos, no sábado, foi a sexta entre índios de 12 a 17 anos em outubro e novembro. Nesse período, três adolescentes índios morreram por enforcamento na cidade. Outros 15, segundo a Polícia Civil, ‘manifestaram o desejo’ de suicidar-se” (“Folha de S. Paulo”, 23-11-05).

Nudismo “católico”

Enquanto isso, o progressismo vai avançando. A maior revista católica italiana, “Famiglia Cristiana”, publicou foto de uma mulher nua, em anúncio de um sistema de ventilação para banheiros. A mulher aparece de costas e é vista através de uma porta de box um tanto embaçada. Para tornar a imagem mais “picante”, a legenda diz: “Se queres ver claro, chama logo o teu eletricista”.

O diretor de “Famiglia Cristiana”, D. Antonio Sciortino, afirmou: "Nós vimos o anúncio e o aprovamos. [...] Contamos com a maturidade dos leitores”.

Felizmente a opinião católica italiana escandalizou-se com a imoralidade, o que obrigou D. Sciortino a pedir desculpas. Mas bastam desculpas? Não deveriam as autoridades eclesiásticas exigir o fechamento da revista, ou ao menos que ela não mais fosse tida como católica?

Enquanto isso, surgem notícias de imagens de Nossa Senhora vertendo lágrimas.

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