Detalhe do retábulo medieval da Igreja de Nossa Senhora, Cracóvia (Polônia) —
Veit Stoss (1440-1533). Na parte
central do retábulo, a representação
da Dormição da Santíssima Virgem
e de Sua Assunção.
|
A maravilhosa Assunção de Nossa
Senhora
“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem
Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo
e alma à glória celestial”
Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio
XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima
Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia
1º de novembro de 1950, pela Constituição
dogmática “Munificentissimus Deus”.
A mais importante festividade mariana deste mês
é a celebração dessa gloriosa subida ao Céu.
Em recordação do grandioso acontecimento, oferecemos a
nossos leitores o seguinte excerto de uma palestra do Prof. Plinio
Corrêa de Oliveira, em 14-8-65:
* * *
“O dogma da Assunção de Nossa
Senhora foi ardentemente desejado pelas almas católicas do
mundo inteiro, porque é mais uma das afirmações
a respeito da Mãe de Deus que A coloca completamente fora de
paralelo com qualquer outra mera criatura e justifica o culto de
hiperdulia que a Igreja lhe tributa.
“Nossa Senhora teve uma morte suavíssima,
tão suave que é qualificada pelos autores, com uma
propriedade de linguagem muito bonita, a “Dormição
da Bem-Aventurada Virgem Maria” (Dormitio Beatae Mariae
Virgine), indicando que Ela teve uma morte tão suave, tão
próxima da ressurreição que, apesar de
constituir verdadeira morte, entretanto é mais parecida a um
simples sono. Nossa Senhora, depois da morte, ressuscitou como Nosso
Senhor Jesus Cristo, foi chamada à vida por Deus e subiu aos
Céus na presença de todos os Apóstolos ali
reunidos, e de muitos fiéis.
O gáudio da Igreja triunfante (no Céu),
da Igreja militante (na Terra) e da Igreja padecente (no Purgatório)
“Essa Assunção representa para a
Virgem Santíssima uma verdadeira glorificação
aos olhos dos homens e de toda a humanidade até o fim do
mundo, bem como proêmio da glorificação que Ela
deveria receber no Céu.
“A Igreja triunfante inteira vai recebê-la,
com todos os coros de anjos; Nosso Senhor Jesus Cristo a acolhe; São
José assiste à cena; depois Ela é coroada pela
Santíssima Trindade. É a glorificação de
Nossa Senhora aos olhos de toda a Igreja triunfante e aos olhos de
toda a Igreja militante.
Com certeza, nesse dia, a Igreja padecente também
recebeu uma efusão de graças extraordinárias. E
não é temerário pensar que quase todas as almas
que estavam no Purgatório foram então libertadas por
Nossa Senhora nesse dia, de maneira que ali houve igualmente uma
alegria enorme. Assim podemos imaginar como foi a glória de
nossa Rainha.
“Algo disso repetir-se-á, creio, quando
for instaurado o Reino de Maria, quando virmos o mundo todo
transformado e a glória de Nossa Senhora brilhar sobre a
Terra”.
|