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Criminalidade e caos: o Brasil na rampa do
comunismo
Movimentos criminosos e revolucionários
utilizam a violência, o medo e o caos para desestabilizar a
sociedade e implantar um estado de coisas diametralmente oposto à
Civilização Cristã. Mais uma previsão de
Plinio Corrêa de Oliveira que se cumpre com acerto
extraordinário.
Marcos Luiz Garcia
Armas apreendidas dentro do presídio Bangu III, em outubro último
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Após um dia estafante de atividades, já
no entardecer, agasalhei-me e fui espairecer um pouco na pacata Praça
Buenos Aires, na capital paulista.
Embora fosse já fim de outubro, uma das freqüentes
aragens frias e inesperadas envolvia a praça, tornando-a
especialmente convidativa até para uma leve sonolência.
A bruma contracenava com a iluminação, criando
contornos cinzas e indefinidos naquele ambiente. Sentei-me num banco
e pus-me a contemplar uma chusma de insetos voejando em torno
de uma lâmpada branca, sem graça.
Como por reflexo, algumas considerações
começaram também a esvoaçar em meu espírito.
Como era diferente a São-Paulinho de antigamente, com sua
garoa cheia de poesia. Sobretudo, como era diferente o ambiente da
cidade: calma, segura, cheia de calor humano. Que megalópole
monstruosa ela se tornou! Imensa, cheia de anônimos, o calor
humano desapareceu e deu lugar a um artificialismo frio,
interesseiro, desgastante. Sobretudo a insegurança reina nas
ruas. E as coisas estão ficando cada vez piores! Como será
o amanhã de tudo isso?
Surge um estranho personagem
Transcorriam assim minhas divagações,
quando me chama a atenção um velho, saindo da bruma
poluída que se adensara sensivelmente. Aproximou-se a passos
curtos e lentos, com sua opulenta barba, que escondia em parte a
fisionomia fechada, azeda, carregada de ódio.
Ia passando direto, quando seus olhos me fitaram.
Deteve-se, franziu a testa, e depois de alguns segundos veio em minha
direção.
Você é um TFP?
perguntou-me.
Sou. Por quê?
Vocês estão pondo obstáculos
no meu caminho! acrescentou, com voz rouca e indignada.
Ora, não estou entendendo. E você,
quem é, para me olhar assim?
Esboçando um sorriso meio vitorioso, mas sem
deixar de expressar raiva e sem dizer palavra, o velho levantou sua
mão direita e mostrou-me quatro dedos... muito sujos e muito
feios. Imediatamente identifiquei o personagem:
Ah! é você, comunismo!
exclamei, com certa surpresa. Ele, vendo se identificado, ensaiou uma
gargalhada, mas conteve-se. Prossegui:
Lembro-me perfeitamente de você.
Sim, e daquele artigo do Dr. Plinio, Quatro dedos sujos e
feios. Lembra-se de como Dr. Plinio o descreveu?
O velho monstruoso cessou o sorriso e fixou-me, meio
desarmado. Como ele não dissesse nada, continuei:
Sim, você não pode ter
esquecido. Nesse artigo, Dr. Plínio dissecou sua estratégia,
então nova, e a pôs a nu diante da opinião
pública. Lembro-me do artigo, ponto por ponto, e vou
mostrar-lhe como está se passando tudo o que ele discerniu e
previu, há quase 20 anos, com um acerto impressionante. Graças
ao discernimento verdadeiramente profético do Dr. Plinio, para
nós, adeptos dele, o que você está fazendo hoje
não é novidade. Em primeiro lugar, foi magistral a
fórmula que ele encontrou para figurar você, lembra-se?
Para recordá-lo dessa matéria, publicada na Folha
de S. Paulo em 16 de novembro de 1983, ouça como Dr.
Plinio começou seu artigo:
A perplexidade se dá bem com macias
cadeiras de couro, nas quais o homem sente afundar-se gostosamente. É
que há certa analogia entre estar atolado em questões
perplexitantes, e em poltronas de molas macias. O homem perplexo,
afundado em couros, fica atolado tanto de corpo como de alma, o que
confere à situação dele essa unidade que nossa
natureza pede insistentemente, a todo propósito.
É verdade que tal unidade não
vai aí sem alguma contradição. As perplexidades
constituem para a mente um atoleiro penoso. Um purgatório. Por
vezes quase um inferno. Pelo contrário, os couros e as molas
proporcionam ao corpo cansado um atoleiro delicioso, reparador. Mas
essa contradição não fere a unidade. E diminui o
tormento do homem, em vez de o acrescer.
Para prová-lo ao leitor, bastaria a
este imaginar quão pior seria a situação de um
homem perplexo, sentado num duro banco de madeira...
Ocorreu-me isto tudo ao recordar que, numa
noite destas, chegado ao termo o jantar, resolvi refletir sobre a
situação nacional, atoleiro no sentido mais preciso e
sinistro do termo. E para isto me afundei instintivamente em uma
profunda e macia poltrona de couro. Comecei então a pensar...
A ronda macabra dos vários problemas
pátrios, ideológicos, sociais e econômicos,
começou a dançar em meu espírito. A fim de ver
claro, eu procurava deter a feia ciranda, de modo a analisar uma por
uma as várias que a formavam. Mas estas pareciam fugir a toda
avaliação exata, executando cada qual, diante de meus
olhos por fim fatigados, um movimento convulsivo à maneira do
delirium tremens. Pertinaz, eu insistia. Mas elas, não
menos pertinazes do que eu, aumentavam seu tremor, e de repente
retomavam em galope sua ciranda.
Febre? Pesadelo? O certo é que me senti
subitamente em presença de um personagem muito real, de carne
e osso...
Era você, comunismo, só que
20 anos mais moço que hoje. Mas continuemos a leitura do
artigo:
"Entrei pelas cúrias...e prosperei nas cúpulas, porém a maior parte da miuçalha carola me vai escapando"
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1Dedo indicador: infiltração
nos meios católicos
E eu, que tinha intenção de
comunicar aos leitores o resultado de minhas lucubrações,
fiquei reduzido a contar-lhes o que este personagem me disse.
O tal homem atemporal me tratava de você,
com uma certa superioridade que tinha seu tantinho de irônico e
de condescendente. E, pondo em riste o indicador curto e pouco limpo
da mão direita, como para me anunciar uma primeira lição,
sentenciou:
"Saiba que eu, o comunismo, fracassei
neste sossegado Brasil. O PC é aqui um anão que dá
vergonha. Por isso, evito de o apresentar sozinho em público.
O sindicalismo não me adiantou de nada. Possuo muitos de seus
chefes, mas escorre-me das mãos o domínio sobre suas
bases bonacheironas (pacifistas, diria você).
Entrei
pelas cúrias, pelas casas paroquiais, seminários e
conventos. Que conquistas eu fiz! Mas ainda aí prosperei nas
cúpulas, porém a maior parte da miuçalha carola
me vai escapando.
As prisões não são mais garantia de segurança para os cidadãos de bem. Os últimos acontecimentos nos presídios do Rio estarreceram o País
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E então, seu velho? Percebe como esta
verdade foi inteiramente confirmada? Hoje tal realidade é
ululante, e a esquerda católica se engajou
declaradamente a favor de movimentos de conotação
socialista, como o MST, por exemplo. Mas é igualmente
realidade que, apesar de todo seu esforço para interpretar a
Bíblia segundo o marxismo, promover ritos com caráter
nitidamente igualitários, indispor os pobres contra os ricos,
fechar inteiramente os olhos para a imoralidade, favorecendo o amor
livre, a corrupção dos costumes etc., as bases
católicas se recusam a se comunistizar. Isto, velho comuna,
você continua não podendo negar.
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