Foragido por mais de 100 dias, José Rainha, após resistência, foi preso em 5 de setembro último
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Líder do MST tenta escapar, mas é
preso
Depois de estar foragido por mais de 100 dias, o
líder do MST, José Rainha Júnior, foi preso em 5
de setembro. Ao ver a polícia, tentou escapar pela porta dos
fundos e correu, até ser dominado. Resistiu à ordem de
prisão e teve de ser agarrado à força, detido e
algemado. O delegado se machucou ao pular cerca para prendê-lo.
É acusado dos crimes de formação
de quadrilha, furto, constrangimento ilegal e danos. Já propôs
um verdadeiro levante no campo, com o bloqueio de agências
bancárias, e estradas e invasões de fazendas. Por mais
de uma vez teve o pedido de prisão decretada e foi a
julgamento em duas ocasiões, acusado de duplo homicídio:
na primeira foi condenado, e depois absolvido. Testemunhas o acusaram
também de ameaçar pequenos agricultores
independentes para que abandonassem lotes na fazenda Guaná
Mirim, no interior paulista, onde o MST pretende ter o monopólio
dos assentamentos.
Rainha começou sua militância nas
Comunidades Eclesiais de Base em Linhares (ES). Considera-se um
discípulo de Frei Betto.
O MST tanto sabe que comete ilícitos,
que não tem personalidade jurídica para não ser
penalizado na Justiça, afirmou o Promotor de Justiça
Marcelo Creste.
Antigo comunista quer rever indenizações
O senador Roberto Freire, do PPS antigo PCB,
que mudou de rótulo, mas não consta que tenha mudado de
ideologia está preocupado em pagar o menos possível
pelas desapropriações de terras.
Ele apresentou um projeto de lei para que o INCRA
possa requerer a revisão judicial dos valores atribuídos
às desapropriações para Reforma Agrária.
Mesmo aquelas que já constituem precatórios judiciais
pendentes de pagamento!
Se aprovado, teremos uma acentuação do
caráter confiscatório da Reforma Agrária
brasileira.
Como é sabido, o INCRA costuma oferecer o
menos possível pelas terras e protelar o quanto pode o
pagamento das indenizações, utilizando para isso todos
os recursos judiciais imagináveis. Com isso, como é
natural, o valor a ser pago ao proprietário expropriado
aumenta com a correção monetária e os juros. É
uma pequena compensação ao produtor, a quem foi
arrancada sua terra e que fica por vezes anos à míngua,
sem receber nada.
Freire alega que o preço não
pode ultrapassar o valor de mercado. Tal argumento visto só
sob o ângulo do preço, sem considerar os outros aspectos
injustos da Reforma Agrária seria defensável se
o INCRA pagasse logo. Mas, dado o vezo de mau avaliador e mau pagador
do INCRA, não se sustenta.
Ex-ministro Raul Jungmann
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Um leão da gastança em publicidade
Durante a gestão de Raul Jungmann à
frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário,
favelas rurais proliferaram por todo o Brasil, num testemunho
eloqüente do fracasso da Reforma Agrária.
Jungmann, porém, mostrou-se um leão da
publicidade. Gastou R$ 6,5 milhões em propaganda, só
nos primeiros quatro meses de 2002. Acontece que essa era a verba do
Ministério para publicidade durante todo o ano. Seu sucessor
tem de fazer um jejum de propaganda durante oito meses!
A educação entre os
sem-terra
Em Governador Valadares (MG) será aberta uma
escola para os sem-terra, com nítida conotação
ideológica. Com o título pomposo de Centro de Formação
e Capacitação dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra de
Minas Gerais, visará fortalecer a organização
coletiva. Como se sabe, o coletivismo é uma das
metas dos regimes comunistas. Para a abertura desse estabelecimento,
foi feito um convênio entre o prefeito João Fassarella,
do PT, e o setor de Cidadania e Direitos Humanos do Instituto de
Terras mineiro. Um dos líderes do MST, Lucimar Pereira,
comentou que o Centro vai ser importante para a formação
política do nosso povo (Hoje em Dia,
Belo Horizonte MG, 2-8-02).
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Os sem-terrinha são
crianças que o MST habitualmente usa como propaganda de suas
ações. Eles também têm de aprender. Em
Perus (SP), 290 crianças e adolescentes acamparam para
aprender. O quê? Segundo uma das monitoras (professoras),
Fátima da Silva, o aprendizado vai desde a
organização do acampamento até o que estamos
reivindicando e nossas lutas. Trata-se de um ensino de tipo
confessional: Nós pretendíamos usar nossos
monitores, porque temos uma metodologia de ensino, disse
ela. A metodologia é a do marxista brasileiro Paulo Freire. A
figura do guerrilheiro Che Guevara está por toda parte (cfr.
Jornal da Tarde, 31-7-02).
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