Fevereiro de 2011
O vôo do falcão
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Ambientes, Costumes e Civilizações

O vôo do falcão

Nobre e divinamente belo

Plinio Corrêa de Oliveira

O falcão tem uma capacidade de vôo que parece desproporcionada para seu tamanho: vôo retilíneo, indicando total ausência de medo. Ele ataca e agarra com toda segurança sua presa. Sua larga visão precede a ação, por isso ele não hesita. Isto nos dá uma idéia de qualidades morais próprias do homem.

É belo considerar um homem que discerne de longe o adversário. É bela a alma do homem que, tendo visto o inimigo da Igreja, investe sobre ele sem nenhuma vacilação e no momento oportuno, com uma proeza semelhante à do falcão cortando os espaços.

É metafisicamente bela a causa que desfecha na ação, e também a ação precedida do jogo da inteligência. No caso do falcão, sua vista é o símbolo da inteligência aguda que perscruta ao longe.

O falcão só possui instinto animal, mas sua ação de atacar e conquistar a vitória, depois voltar fiel e pacífico para junto de seu dono, é uma imagem da vontade humana que realiza o que a inteligência mostrou, e depois repousa.

É nobre e metafisicamente bela a tranqüilidade do homem que cumpriu o que deveria ser feito, empregando todas as suas qualidades, pois é belo a causa produzir o efeito e este desenrolar-se segundo as leis de sua própria natureza, até seu último extremo. É também bela esta forma de temperança que leva a causa a produzir todo o efeito desejado, e encontrar seu repouso ao terminar a ação.

Tudo isto é metafisicamente belo, e poder-se-ia dizer que é divinamente belo. Quando nos referimos à ação que obedece à inteligência, não se trata de uma idéia abstrata, mas constitui imagens de Deus. São realidades cuja beleza não é senão um espelho da beleza divina, a qual vamos contemplar por todos os séculos dos séculos na glória d´Ele, se até lá nos levar, como esperamos, a mão misericordiosa de Nossa Senhora.

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 10 de agosto de 1973. Sem revisão do autor.

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