Julho de 2008
 
Revolução Cultural
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Carta do Diretor

 

Caro leitor,

O artigo de capa desta edição oferece uma substanciosa e equilibrada visão de conjunto de importantes aspectos da profunda crise que abala a civilização atual: a Revolução Cultural.

Tal análise é indispensável, para evitar a sensação que por vezes nos assalta, de total impotência ante a procella tenebrarum que se desatou sobre o mundo; e também para realçar que, para além dos miasmas tenebrosos que envolvem o acontecer contemporâneo, existem sadias e pressagiosas reações.

Ao longo da leitura, recordando os horrores da revolução de Maio de 68 na França — da qual Daniel Cohn Bendit, seu principal expoente, afirmou que sem entendê-la não se compreende a Revolução Francesa — fica patente, por exemplo, o fato de como a generalidade dos manuais escolares são falaciosos ao proclamar os “benefícios” da Revolução Francesa (1789).

A Revolução Cultural constitui a principal ferramenta utilizada pelos atuais obreiros da iniqüidade para a realização de sua nefasta tarefa de demolição dos restos da Civilização Cristã, sobre cujos escombros sonham estabelecer um mundo sem Deus, sem lei e sem moral.

Mas por si só a Revolução Cultural não conseguiria chegar às suas últimas conseqüências. Precisava para tal estar “parafusada” — como bem descreve Luis Dufaur — a outro aspecto revolucionário ainda muito mais amplo e radical: a Autogestão, meta final do comunismo.

Esse indispensável encaixe, que deveria ter sido feito pelo governo de François Mitterrand a partir de 1981, foi impedido de se concretizar, graças à Mensagem intitulada “Autogestão socialista: em relação ao comunismo – barreira ou cabeça de ponte?”, de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

Publicada integralmente em órgãos de imprensa do mundo inteiro, ocupando seis páginas, esse documento alcançou uma tiragem de mais de 33 milhões de exemplares. Seu impacto sobre a opinião pública mundial e o governo socialista francês foi tão grande, que este último não só não se atreveu a refutá-lo, como exerceu enorme pressão sobre importantes jornais daquele país para que recusassem — como aconteceu — sua publicação. E isto, apesar de violarem eles contrato previamente assinado nesse sentido. Eis como o governo Mitterrand entendia a liberdade...

A matéria de capa apresenta também alentadoras manifestações contrárias à Revolução Cultural e que compõem o borrascoso e complexo panorama do mundo contemporâneo.

Desejo a todos uma boa leitura.


Em Jesus e Maria,


Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor

paulobrito@catolicismo.com.br

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