Janeiro de 2010
Acendendo a luz na penumbra do auditório
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Destaque

Acendendo a luz na penumbra do auditório

Daniel F. S. Martins

 
Quem desejar adquirir o livro, escreva para: petrus@livrariapetrus.com.br

Sexta-Feira. O Teatro Municipal abre suas portas a partir das sete da noite, para mais um clássico. O público chega, lota o auditório. Começa a peça.

Até aí, nada mais corriqueiro.

Depois de 15 minutos a peça, presumivelmente interessante, já atraía a atenção dos espectadores. Nesse momento, uma turma de bate-carteiras começa seu ‘trabalho’. O que fazer? Um dos assistentes percebe o golpe dos trombadinhas e pensa em uma saída: se a principal arma dos bandidinhos é a luz apagada, nada mais sensato do que acendê-la; alguém logo perceberá o golpe, e dará o alarme salvador.

Imerso no corre-corre e no caos moderno, o Brasil vai assistindo aos acontecimentos, muitas vezes sentado. A luz está apagada. Os bate-carteiras, os bate-tranqüilidade e os bate-moralidade começam a agir. É o que estão fazendo certos ativistas do lobby internacional do aborto.

Sua arma? Deixar a luz apagada. Ou seja, tomar cuidado para não despertar a consciência da esmagadora maioria da população. De acordo com os resultados de pesquisa do DataFolha, ela é contrária ao assassinato de inocentes. E se for despertada, se levantará contra a liberalização do aborto, e nenhum projeto de lei nesse sentido poderá ser aprovado.

O que é preciso fazer então? Acender a luz!

Pe. David Francisquini

Esse é o objetivo do recentíssimo livro do Pe. David Francisquini, Catecismo Contra o Aborto. Assessorado por uma comissão de médicos e juristas, o ilustre sacerdote trata de todos os pontos que os abortistas nos querem fazer esquecer.

É só um livro... mas está se revelando capaz de apertar o interruptor do auditório na penumbra. A boa notícia é que a primeira edição já se esgotou, e a segunda acaba de ser lançada.

O livro já recebeu aplausos de duas ilustres figuras do episcopado. Primeiramente, do Núncio Apostólico do Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri. E também do arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho (vide carta abaixo).

No caso da menina de nove anos, grávida de gêmeos, que foi pressionada por certas ONGs a abortar as crianças, Dom José expôs de modo claro e corajoso a posição da Igreja e do Direito Canônico. Por isso foi alvo de uma verdadeira perseguição publicitária e da incompreensão de certos eclesiásticos.

Perseguição publicitária por quê? Porque o ilustre prelado estava acendendo uma luz! E ela prejudicava os objetivos sinistros da causa abortista. Fazia-se então necessário encobrir essa luminosidade. Não adiantou a manobra, e as repercussões a favor da atitude do destemido arcebispo, inclusive de eclesiásticos, só cresceram com o tempo.

Assim, para a alegria dos leitores e desgosto dos abortistas, várias luzes estão se acendendo. Rezemos para que elas não feneçam, e para que o aborto –– morcego sinistro a esvoaçar por esse imenso “auditório” que é o Brasil –– fuja espavorido.

 

*    *    *

DOM JOSÉ CARDOSO SOBRINHO
Av. Rui Barbosa, 409 – Graças
CEP 52011-040 –– Recife – PE
Fone: (81) 3222.6536
Fax: (81) 3421.3158

 

Goiana (PE) 26 de novembro de 2009

  

Revmo. Pe. David Francisquini,

 

Parabenizo-o pela oportuníssima publicação do livro CATECISMO CONTRA O ABORTO e espero que muitas outras vozes se unam à sua para proclamar com coragem que a Lei de Deus está acima de qualquer lei humana. É extremamente preocupante o silêncio de tantas pessoas — principalmente dos que exercem autoridade pública — diante desta tragédia que continua a acontecer, cada ano, no mundo inteiro: a eliminação da vida de aproximadamente cinqüenta milhões de seres humanos inocentes e indefesos. O silêncio pode ser interpretado como aceitação tácita e pode constituir cumplicidade na prática do aborto.

Os cidadãos honestos não podem colaborar — através de seu voto democrático — nesta tragédia colaborando para conferir cargos públicos a candidatos que defendem o aborto, o divórcio e outras violações da Lei de Deus. Tais candidatos não podem representar os católicos ou cristãos ou qualquer cidadão honesto.

Entre tantos documentos oficiais de nossa Santa Igreja, recordemos o que diz o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, texto oficial assinado pelo Papa João Paulo II: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida...” (n. 2270).

Prezado Pe. David, reiterando-lhe minhas felicitações, apresento-lhe minhas fraternas saudações.

 

Dom José Cardoso Sobrinho

 

 

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