Janeiro de 2010
Não somente as criaturas devem conhecer, amar e servir a Deus, mas o mesmo incumbe às sociedades e às nações
Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão
Carta do Diretor

Caro leitor,

 

Não somente as criaturas, individualmente consideradas, devem conhecer, amar e servir a Deus, mas o mesmo incumbe às sociedades e às nações. E assim como convém, ao cabo de um ano, meditar sobre nossa atitude neste particular, é necessário também analisar como se portaram, no decurso de 2009, as sociedades e as nações. Tal é o escopo da resenha apresentada em nossa matéria de capa, que já se tornou uma tradição nas edições de janeiro.

Contrariamente ao que muitos são levados a crer –– influenciados pelo mito da soberania popular, em função do qual o noticiário de muitos órgãos de imprensa é veiculado — Deus não se move em função das maiorias nem dos sucessos materiais. Ele distribui suas graças por pura bondade, mas também em virtude do grau de respeito e acatamento dos homens aos divinos preceitos. Esta regra é de ouro: os indivíduos e as nações só crescerão verdadeiramente em sabedoria e santidade na medida em que progredirem no amor de Deus, e decairão sempre que dele se afastarem.

Como Deus não está indiferentemente presente em todas as religiões, a perfeita observância dos homens a seus sábios e imutáveis ensinamentos só pode ser alcançada pela adesão amorosa à Santa Igreja Católica Apostólica Romana, mãe e mestra da verdade. Tal é a condição para o sucesso na organização de toda ordem terrena e a posterior aquisição da bem-aventurança celeste.

Estabelecidas essas balizas, fica mais fácil ao leitor aquilatar se a humanidade de fato progrediu durante o ano que passou ou se, pelo contrário, regrediu. Para tal, os Evangelhos oferecem como símile a parábola do filho pródigo.

Chegamos a um paroxismo de absurdo e de pecado, universalmente promovido, exacerbado e imposto por alguns indivíduos e organizações, como também por instituições e políticas oficiais ou semi-oficiais. Situação esta que nos leva por vezes a confundir as infelizes vítimas com os responsáveis por essa imensa máquina de perdição e suas péssimas realizações. As más inclinações das vítimas são por eles exacerbadas, conduzindo-as para fins pecaminosos ou mesmo criminosos.

Os fautores de tal máquina agem como alguém que tudo empreendesse para evitar que o filho pródigo — imagem adequada do homem contemporâneo —, exausto com tantas decepções, pudesse um dia retornar ao aconchego da casa paterna. Tal propensão de retorno, entretanto, parece delinear-se em vários lances do ano findo.

A todos nossos leitores, desejo graças muito especiais para suas atividades neste novo ano.

 

Em Jesus e Maria,

 

Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor

paulobrito@catolicismo.com.br    

Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão