| Pró Lituânia livre –– Balanço de uma campanha histórica Durante 130 dias, o esforço concentrado das TFPs e Bureaux-TFP, em 26 países, obtém 5.212.580 assinaturas e congrega em todo o Mundo Livre impressionantes adesões a uma causa anticomunista
Os líderes das grandes potências ocidentais e –– dói dizê-lo –– também os mentores da diplomacia vaticana, pareceram desinteressar-se pela sorte da pequena Lituânia, precisamente quando esta lutava para conservar sua recém-conquistada independência. Contudo, houve quem não fosse indiferente. E pelo mundo inteiro fez ouvir, em favor daquela nação –– “Terra de Maria” –– um clamor que entusiasmou e despertou inesperadas dedicações. Quando o Prof Plinio Corrêa de Oliveira, fundador e presidente do Conselho Nacional da TFP brasileira, lançou esta campanha no Brasil e propôs estendê-la a todos os continentes, sua iniciativa recebeu a adesão calorosa das entidades coirmãs. À sombra dos altaneiros estandartes rubros com leões dourados, as TFPs cantaram a gesta daquela nação heróica em seus slogans de campanha: Agora já se ergue em teu favor, ó Lituânia, um protesto nobre e altaneiro. As 20 TFPs e bureaux-TFP, recolhem assinaturas dos homens que amam e admiram o vigor indomável com que defendes tua independência, ó nação cheia de Fé, que repeles a ditadura do ateísmo! "Lituânia cristã, Lituânia livre, mantém-te erguida com resolução e valentia. Em todo o mundo, os corações de milhões de homens palpitam por teu destino e oram por tua independência”. Dir-se-ia que, por toda parte, o fervor dos coletores de assinaturas se comunicava ao público, tal era a facilidade com que este firmava as listas das TFPs. Assim, em 130 dias de campanha, iniciada a 31 de maio, festa da Realeza de Nossa Senhora, as TFPs e bureaux-TFP reuniram em 26 países 5.218.520 assinaturas para um dos maiores abaixo-assinados da História. Junto com as adesões acumularam-se também dezenas de milhares de repercussões cuidadosamente anotadas pelos coletores e bem mostram as reações do público. A limitação de espaço obriga darmos apenas algumas delas, que ilustram eloqüentemente o grau de apoio tributado à campanha. ESPANHA Na católica Espanha, a campanha teve início na célebre Puerta del Sol, no centro de Madri, com grande número de cartazes explicativos, estandartes e cooperadores.Contou ainda com a presença de uma fanfarra. Posteriormente, a campanha expandiu-se por todas as províncias do país, inclusive Ilhas Canárias e territórios africanos. Algumas repercussões características: Coletores espontâneos –– trata-se de pessoas que, desde o primeiro dia de campanha, depois de terem assinado, ficavam ajudando a coletar assinaturas, às vezes por longo tempo. Do mundo inteiro –– pelos locais de campanha passavam pessoas de todos os lugares. A grande maioria assinava tão-logo se lhes explicava a finalidade da ação das TFPs. Arcebispo e cônegos –– de célebre santuário espanhol assinaram as listas da TFP. Também o fizeram outros prelados, além de numerosos sacerdotes e religiosos de congregações de ambos os sexos, em toda a Espanha. Silêncio suspeito e Inútil –– o silêncio suspeito da grande imprensa sobre a campanha foi comentado por muitos dos que assinavam: "Mas a notícia da campanha já correu a Espanha de Norte a Sul, de Santiago de Compostela e Zaragoza a Málaga”, garantia um jovem universitário... e os fatos o demonstravam. PORTUGAL "Fascistas!" –– um grupinho de comunistas de uma cidade do norte, ao saber do que tratava a campanha, não discutiu, mas passou gritando os insultos clássicos:"Fascistas! Nazistas! Parasitas!.." Duas senhoras, tomando conhecimento do ocorrido, ao assinar afirmavam: “Pena que se foram... porque senão ouviriam algumas boas!” O “Diário de Aveiro” e “O Comércio do Porto” –– publicaram com destaque notícias da campanha. Muitos outros periódicos, assim como várias rádios, noticiaram a manifestação convidando a apoiá-ça. Avidez e emoção –– “Todos querem o folheto”, reclamou um senhor. “Assinei e não me deram. Quero relê-lo”. Nas zonas de campanha não se via no chão nenhum dos folhetos explicativos. Nas filas de ônibus, nos cafés e nas esquinas sempre se observava gente lendo o folheto. FRANÇA Imperiosa necessidade –– Um senhor muito decidido afirmou: “Há uma imperiosa necessidade de apoiar a Lituânia em sua justa reivindicação”. Ficou espantado pela falta de interesse da mídia. Acrescentou que já havia escrito ao Presidente Mitterrand exigindo-lhe coerência no caso lituano. Diligente determinação –– Como muitos outros franceses de todos os setores da sociedade, o presidente de uma Câmara Honorária vinculada à Justiça francesa, além de assinar ele próprio, coletou numerosas outras assinaturas. ALEMANHA Bispo Lituano assina e abençoa a campanha –– “Tenho enorme alegria em assinar. Conheci o pai do Presidente Landsbergis. A Lituânia é como uma grande família”, afirmou um prelado lituano residente na Baviera, dando uma bênção solene aos que partiam para a coleta de assinaturas. No congresso Pró Vida –– Realizado em setembro último, na cidade de Dresden (ex-Alemanha Oriental), com centenas de participantes de 18 países, um grande número dentre eles aderiu à campanha. Com assentimento unânime, um deles afirmou: “É uma obrigação auxiliar a Lituânia que exige se respeite a sua existência livre” ITÁLIA Nos jardins do Vaticano –– Nesses célebres jardins também circularam as listas de pedido de assinaturas pela Lituânia. À saida de uma Missa, o sacerdote convidou os fiéis a que aderissem. Muitos o fizeram “com a alegria de realizar essa tão boa obra de apoiar a Lituânia”, como observou um deles. Superior Geral de Congregação religiosa –– com grande expansão nos países do Leste: “Consola-me sua campanha. Adiro, confiando que terá grandes frutos”. GRÃ-BRETANHA A campanha pública teve início em Edimburgo, na Escócia, simultaneamente com um mass-mailing a partir de Londres. Ademais das assinaturas, a adesão incluiu, por vezes, sugestões concretas. O sacerdote de uma igreja de Edimburgo, além de exortar os fiéis a assinar, convidou o representante das TFPs na Inglaterra a falar na igreja, fazendo colocar, durante a Missa, o estandarte da entidade no presbitério. IRLANDA Vários dos que assinavam as listas comparavam a atual perseguição comunista à Lituânia com situações semelhantes sofridas pelos católicos irlandeses no passado. E por isso consideravam um dever assinar a carta ao Presidente lituano. Durante a recitação pública do rosário, em uma praça na cidade de Cork, o dirigente ofereceu-a pela Lituânia. E não só isso: “convido também os presentes a que adiram assinando”, acrescentou. Quase todos o fizeram. |