Fevereiro de 1991
Pró Lituânia livre –– Balanço de uma campanha histórica
Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão
Campanha

Pró Lituânia livre –– Balanço de uma campanha histórica

Durante 130 dias, o esforço concentrado das TFPs e Bureaux-TFP, em 26 países, obtém 5.212.580 assinaturas e congrega em todo o Mundo Livre impressionantes adesões a uma causa anticomunista

Os líderes das grandes potências ocidentais e –– dói dizê-lo –– também os mentores da diplomacia vaticana, pareceram desinteressar-se pela sorte da pequena Lituânia, precisamente quando esta lutava para conservar sua recém-conquistada independência.

Contudo, houve quem não fosse indiferente. E pelo mundo inteiro fez ouvir, em favor daquela nação –– “Terra de Maria” –– um clamor que entusiasmou e despertou inesperadas dedicações.

Quando o Prof Plinio Corrêa de Oliveira, fundador e presidente do Conselho Nacional da TFP brasileira, lançou esta campanha no Brasil e propôs estendê-la a todos os continentes, sua iniciativa recebeu a adesão calorosa das entidades coirmãs.

À sombra dos altaneiros estandartes rubros com leões dourados, as TFPs cantaram a gesta daquela nação heróica em seus slogans de campanha:

Agora já se ergue em teu favor, ó Lituânia, um protesto nobre e altaneiro. As 20 TFPs e bureaux-TFP, recolhem assinaturas dos homens que amam e admiram o vigor indomável com que defendes tua independência, ó nação cheia de Fé, que repeles a ditadura do ateísmo!
"Lituânia cristã, Lituânia livre, mantém-te erguida com resolução e valentia. Em todo o mundo, os corações de milhões de homens palpitam por teu destino e oram por tua independência”.

Dir-se-ia que, por toda parte, o fervor dos coletores de assinaturas se comunicava ao público, tal era a facilidade com que este firmava as listas das TFPs.

Assim, em 130 dias de campanha, iniciada a 31 de maio, festa da Realeza de Nossa Senhora, as TFPs e bureaux-TFP reuniram em 26 países 5.218.520 assinaturas para um dos maiores abaixo-assinados da História. Junto com as adesões acumularam-se também dezenas de milhares de repercussões cuidadosamente anotadas pelos coletores e bem mostram as reações do público. A limitação de espaço obriga darmos apenas algumas delas, que ilustram eloqüentemente o grau de apoio tributado à campanha.

ESPANHA

Na católica Espanha, a campanha teve início na célebre Puerta del Sol, no centro de Madri, com grande número de cartazes explicativos, estandartes e cooperadores.Contou ainda com a presença de uma fanfarra. Posteriormente, a campanha expandiu-se por todas as províncias do país, inclusive Ilhas Canárias e territórios africanos. Algumas repercussões características:

Coletores espontâneos –– trata-se de pessoas que, desde o primeiro dia de campanha, depois de terem assinado, ficavam ajudando a coletar assinaturas, às vezes por longo tempo.

Do mundo inteiro –– pelos locais de campanha passavam pessoas de todos os lugares. A grande maioria assinava tão-logo se lhes explicava a finalidade da ação das TFPs.

Arcebispo e cônegos –– de célebre santuário espanhol assinaram as listas da TFP. Também o fizeram outros prelados, além de numerosos sacerdotes e religiosos de congregações de ambos os sexos, em toda a Espanha.

Silêncio suspeito e Inútil –– o silêncio suspeito da grande imprensa sobre a campanha foi comentado por muitos dos que assinavam: "Mas a notícia da campanha já correu a Espanha de Norte a Sul, de Santiago de Compostela e Zaragoza a Málaga”, garantia um jovem universitário... e os fatos o demonstravam.

PORTUGAL

"Fascistas!" –– um grupinho de comunistas de uma cidade do norte, ao saber do que tratava a campanha, não discutiu, mas passou gritando os insultos clássicos:"Fascistas! Nazistas! Parasitas!.." Duas senhoras, tomando conhecimento do ocorrido, ao assinar afirmavam: “Pena que se foram... porque senão ouviriam algumas boas!”

O “Diário de Aveiro” e “O Comércio do Porto” –– publicaram com destaque notícias da campanha. Muitos outros periódicos, assim como várias rádios, noticiaram a manifestação convidando a apoiá-ça.

Avidez e emoção –– “Todos querem o folheto”, reclamou um senhor. “Assinei e não me deram. Quero relê-lo”. Nas zonas de campanha não se via no chão nenhum dos folhetos explicativos. Nas filas de ônibus, nos cafés e nas esquinas sempre se observava gente lendo o folheto.

FRANÇA

Imperiosa necessidade –– Um senhor muito decidido afirmou: “Há uma imperiosa necessidade de apoiar a Lituânia em sua justa reivindicação”. Ficou espantado pela falta de interesse da mídia. Acrescentou que já havia escrito ao Presidente Mitterrand exigindo-lhe coerência no caso lituano.

Diligente determinação –– Como muitos outros franceses de todos os setores da sociedade, o presidente de uma Câmara Honorária vinculada à Justiça francesa, além de assinar ele próprio, coletou numerosas outras assinaturas.

ALEMANHA

Bispo Lituano assina e abençoa a campanha –– “Tenho enorme alegria em assinar. Conheci o pai do Presidente Landsbergis. A Lituânia é como uma grande família”, afirmou um prelado lituano residente na Baviera, dando uma bênção solene aos que partiam para a coleta de assinaturas.

No congresso Pró Vida –– Realizado em setembro último, na cidade de Dresden (ex-Alemanha Oriental), com centenas de participantes de 18 países, um grande número dentre eles aderiu à campanha. Com assentimento unânime, um deles afirmou: “É uma obrigação auxiliar a Lituânia que exige se respeite a sua existência livre”

ITÁLIA

Nos jardins do Vaticano –– Nesses célebres jardins também circularam as listas de pedido de assinaturas pela Lituânia. À saida de uma Missa, o sacerdote convidou os fiéis a que aderissem. Muitos o fizeram “com a alegria de realizar essa tão boa obra de apoiar a Lituânia”, como observou um deles.

Superior Geral de Congregação religiosa –– com grande expansão nos países do Leste: “Consola-me sua campanha. Adiro, confiando que terá grandes frutos”.

GRÃ-BRETANHA

A campanha pública teve início em Edimburgo, na Escócia, simultaneamente com um mass-mailing a partir de Londres. Ademais das assinaturas, a adesão incluiu, por vezes, sugestões concretas.

O sacerdote de uma igreja de Edimburgo, além de exortar os fiéis a assinar, convidou o representante das TFPs na Inglaterra a falar na igreja, fazendo colocar, durante a Missa, o estandarte da entidade no presbitério.

IRLANDA

Vários dos que assinavam as listas comparavam a atual perseguição comunista à Lituânia com situações semelhantes sofridas pelos católicos irlandeses no passado. E por isso consideravam um dever assinar a carta ao Presidente lituano.

Durante a recitação pública do rosário, em uma praça na cidade de Cork, o dirigente ofereceu-a pela Lituânia. E não só isso: “convido também os presentes a que adiram assinando”, acrescentou. Quase todos o fizeram.

1 | 2 | 3 Continua
Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão