Agosto de 2006
Madonna della Strada
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Ambientes, Costumes e Civilizações

Madonna della Strada

Afresco no qual se destacam a seriedade das fisionomias e o pudor

Plinio Corrêa de Oliveira

Esta é a pintura da Virgem Santíssima conhecida como Madonna della Strada (Nossa Senhora da Estrada), situado numa capela entre o altar de Santo Inácio e o altar-mor da igreja Il Gesù, dos jesuítas, construída em Roma entre 1568 e 1594. Alguém poderia objetar: “Mas não é estranho que haja naquela igreja um altar entre o de Santo Inácio e o altar-mor? Não se compreenderia melhor que ele estivesse bem junto ao altar-mor?”. Eu responderia que, onde se encontra Nossa Senhora, todo mundo recua, por reverência. E o altar d´Ela não poderia figurar depois da imagem de um santo.

O afresco miraculoso da Madonna della Strada, particularmente caro a Santo Inácio, é muito venerado. É uma bela e expressiva pintura. A Santíssima Virgem dá vagamente a impressão de usar trajes de uma imperatriz bizantina, num estilo meio orientali­zante, embora a pintura apresente indícios de pertencer à escola romana do século XV.

Sua fisionomia é muito séria, como também muito sério é representado o Menino Jesus. É flagrante a diferença entre esse Divino Infante todo vestido, cheio de pudor, em traje de gala, e imagens do Menino Jesus despido, ou quase tanto, que se vêem em tantas igrejas; como se Nossa Senhora fosse uma Mãe despreocupada e indolente, que não tivesse o cuidado nem a disposição de cobrir o corpo sagrado de seu Filho.


A igreja do Gesù


Nessa principal igreja dos jesuítas, encontra-se o quadro da Madonna della Strada. O edifício foi construído por Vignola (1568), após ter sido rejeitado por projeto de Michelangelo em 1554. Em seu interior está sepultado o fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola. A fachada, de autoria de G. Della Porta, data de 1594.

A planta da igreja segue a orientação do gosto da época: o espaço interno sofre a influência, do ponto de vista da perspectiva, da curvatura da abside e da cúpula, enquanto as capelas laterais, subordinadas à nave central, apresentam a característica de uma real unidade com esta.

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira,
em 11 de novembro de 1988. Sem revisão do autor.

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