Setembro de 2003
 
Reforma Agrária, não!
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Informativo Rural

Reforma Agrária, não!

Na candente disputa agrária que cobre o Brasil de Norte a Sul, sem dúvida a campanha da TFP (noticiada à pág. 26 desta edição) representa o lance mais elucidativo do problema, ao ir diretamente ao cerne da questão.

Fiel à escola de pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira, o Alerta da TFP mostra claramente que a Reforma Agrária, seja feita pela violência ou por leis socialistas, em qualquer caso é anticristã e contrária ao ensinamento tradicional dos Papas sobre o direito de propriedade. Ademais, traz consigo necessariamente a miséria. Aí estão os assentamentos, a prová-lo desde já.

 É, pois, um erro apoiar uma Reforma Agrária dita “pacífica e legal”, que seria levada a cabo sem invasões de terra e sem violência. A Reforma Agrária, em curso no Brasil desde a década de 1960, é claramente socialista e confiscatória, e tende portanto a uma cubanização do País, com o estabelecimento de uma igualdade na miséria. Reforma Agrária, não!

ONG de empresários favorecerá o MST?

 Causa estranheza que várias das maiores empresas do País  — como Bradesco, Itaú, Votorantin, Gerdau, Pão de Açúcar, Telefonica, Cutrale, Fiat, Camargo Correa, Usiminas e Alcoa —  tenham se organizado numa ONG para apoiar financeiramente o Programa Fome Zero, sem fazer qualquer exigência, ao que saibamos, de que esse dinheiro não vá parar nas garras do MST. Pois é público e notório que o Fome Zero tem servido de veículo para manter a “luta” do MST. Segundo o superintendente do INCRA no Estado do Piauí, Padre Ladislau João da Silva, a distribuição de cestas do Programa “é uma ajuda para que os trabalhadores e trabalhadoras resistam na luta pela terra” (“Meio Norte”, Teresina, 30-4-03). Dentro dos objetivos socialo-comunistas do MST, depois da propriedade rural o alvo pode bem ser a propriedade empresarial na cidade. Os empresários pensaram nisso!?

Mentiras da Reforma Agrária

O ex-ministro Raul Jungmann, antigo propulsor da Reforma Agrária agora aponta mentiras dos agro-reformistas
O ex-ministro Raul Jungmann, que durante o governo anterior foi um propulsor da Reforma Agrária socialista e confiscatória, agora, fora do governo, resolveu apontar algumas mentiras dos agro-reformistas. Por exemplo:

“Não é verdade que tenhamos a maior concentração de terras do mundo ou sequer da América Latina. [...] Segundo a FAO, somos o 9º colocado nas Américas. Porém a esquerda, sobretudo a agrária e católica, segue repetindo essa mentira. [...] O que puxa para o alto nosso índice de concentração fundiária é, grosso modo, a Amazônia. Pouquíssimo habitada, com imensas extensões devolutas ou impróprias para a agricultura, essa região, se subtraída ao cálculo nacional, faz despencar a concentração e o discurso dos agraristas”;

“Como é mentira também que 1% dos proprietários detenham 48% das terras. Isso não existe. Como inexistem hoje os latifúndios de proporção gigantescas”;

“Que a terra segue se concentrando no Brasil [é] outra mentira. Ainda que lentamente, a estrutura agrária se desconcentra”;

“Os dados do cadastro do INCRA estão defasados e, na verdade, nunca estiveram muito próximos da realidade”;

“O número de famílias demandando terra em nosso País. Fico sempre pasmo quando leio que elas são 4,5 milhões, o que é um absurdo. Isso equivaleria mais ou menos a 22 milhões de pessoas, sendo que o IBGE registra 17 milhões de pessoas ocupadas no campo!” (“Folha de S. Paulo”, 15-7-03).

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