Setembro de 2003
Com a palavra o Diretor
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Carta do Diretor

Amigo leitor,

 

A verdade a respeito do que pensa o povo brasileiro pode ser percebida através do que informa a mídia? Qual a opinião da população sobre as invasões que estão ocorrendo nas cidades e no campo? E sobre o MST? Qual o juízo dela a propósito da omissão do governo diante da escalada de invasões e da desordem em curso no País? É contra ou a favor? Está alerta e preocupada, ou acompanha o noticiário com indiferença ou desdém?

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nunca pautou a ação da entidade por ele fundada, a TFP, pela “verdade” que nos é oferecida pela grande mídia. Bem conhecendo o patrulhamento ideológico freqüentemente exercido pela mídia, ele buscava as respostas diretamente nas ruas, em contato com a população, com o trabalhador, com a dona-de-casa, com o empresário, com pessoas das mais diferentes extrações sociais ou culturais.

O insigne pensador e líder católico pôs em prática um método de pesquisa de opinião pública e o transmitiu, durante décadas, àqueles que o seguiram nas fileiras da TFP. Tal método, ele o concebeu com o objetivo de sondar as reais preocupações e anseios do público em geral, e, levado pelo desejo de enunciar a palavra certa, propor as verdadeiras soluções fundamentadas na doutrina católica.

O leitor pode estar se perguntando: por que a opinião pública é tão importante nesse contexto? O fato é que ela, especialmente nos dias de hoje, exerce grande influência nas decisões dos governantes e nos destinos de um país, a ponto de mudar seu rumo. De onde a necessidade não apenas de conhecer adequadamente o que pensa o público, mas também de esclarecê-lo sobre o grave erro que constitui a violação do direito de propriedade privada, promovida pela Reforma Agrária no Brasil.

Como entidade de inspiração católica, a TFP não poderia omitir-se diante dos rumos que está tomando tal Reforma, de cunho socialista e consfiscatório. Como também diante da ação nociva de movimentos que manipulam pessoas do campo e das cidades, promovendo invasões criminosas com o objetivo de perturbar a ordem e a paz social e impor o socialismo ao País. Não se pode aceitar tampouco que o governo continue passivo em face das invasões promovidas pelo MST e movimentos congêneres. Tal conjunto de circunstâncias levou a TFP a sair mais uma vez às ruas, em campanha, para alertar e esclarecer a população.

A recente campanha recebeu calorosa e simpática acolhida por parte do público, que pôde ler o manifesto intitulado Reforma Agrária e violência unidas contra o Brasil. Obteve também destaque na imprensa.

Em nossa matéria de capa desta edição, apresentamos aos leitores um relato sobre a recente iniciativa da TFP e seu impacto no panorama nacional. Matéria sem máscaras, sem patrulhamentos, a qual retrata com fidelidade o pensamento do homem da rua.

Desejo a todos uma boa leitura.

 

 

Em Jesus e Maria,

 

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

Catolicismo@terra.com.br

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