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Amigo Leitor,
Ouve-se falar, freqüentemente, das propaladas
maravilhas do paraíso cubano, alardeadas por órgãos
da grande mídia. Mas será possível razoavelmente
viver em um país onde tudo é racionado? Onde ninguém
pode consumir mais de 250 gramas de feijão, 1,5 kg de açúcar,
meia dúzia de ovos e um sabonete por mês? É
possível imaginar que exista um país assim, e que o
considerem um verdadeiro paraíso?
Na realidade, Cuba é assim. E seus habitantes vivem, há
mais de 40 anos, sob as condições subumanas impostas
por um regime marxista de tipo stalinista. Na matéria de capa
deste mês, Catolicismo denuncia com coragem os
abusos contínuos que se cometem na ilha-prisão. E
apresenta subsídios importantíssimos para que o leitor
possa comprovar como a antiga Pérola das Antilhas foi
transformada, a preço de muito sangue, no triste país
do paredón, em um gigantesco campo de concentração.
Tal matéria, de autoria de nosso colaborador Luís
Dufaur, sobrepõe-se criteriosamente à superficialidade
que predomina nos meios de comunicação em geral, no
tocante à tirania do regime marxista cubano. Lamentável
e incompreensivelmente admirado e defendido por muitos membros do
atual governo brasileiro.
Basta lembrar que, algum tempo antes de se tornar
presidente da República, o Sr. Luiz Inácio Lula da
Silva, na abertura da reunião do Foro de São
Paulo, em Havana, manifestou-se em nome dos partidos e
organizações do Cone Sul e fez um balanço das
políticas neoliberais aplicadas em Cuba.
Lula dirigiu-se a Fidel Castro e ao povo cubano nos
seguintes e espantosos termos: Obrigado, Fidel Castro.
Obrigado por vocês existirem. Vocês dão
demonstração todos os dias de que é melhor fazer
menos do que poderíamos fazer, de cabeça erguida, do
que ceder e perder a auto-estima é melhor fazer pouco,
mas com dignidade. A velhice é implacável: debilita o
nosso corpo e enruga a nossa pele mas a traição
aos ideais é pior, porque enruga a própria alma. Embora
o seu rosto esteja marcado por rugas, Fidel, sua alma continua limpa
porque você nunca traiu os interesses do seu povo.
(http://www.fpabramo.org.br/sala_leitura/forosp_cuba.htm).
Mas como alegar interesses do povo, se Cuba detém
hoje um dos mais baixos índices de qualidade de vida do mundo?
E se as condições de habitação são
de uma precariedade inconcebível?
Podem-se acompanhar também, nessa matéria
de capa, declarações de cubanos que relatam a desordem
social promovida pelo regime de Castro. Prepare-se também o
leitor para fazer, através destas páginas, uma viagem
de terror sem censura pela dura realidade cubana,
encoberta amiúde pela cortina de fumaça lançada
mediante o marketing de agências de turismo.
Conheça, em detalhes, a difícil vida
cotidiana do povo cubano. Será inevitável, ao final, o
leitor não se perguntar: como se explica que autoridades
mundiais tenham o desplante de fazer propaganda do regime castrista?
Como é possível que um ditador como Fidel seja recebido
com pompa e circunstância, como o foi na tomada de posse do
nosso presidente e também na do presidente argentino? Qual a
explicação para o fato de governos e órgãos
da mídia fazerem tanta propaganda do envelhecido e
anacrônico chefe de governo cubano? Essas perguntas o leitor
saberá responder, por si próprio, ao chegar ao final
das páginas dessa matéria esclarecedora e candente,
estritamente fiel aos ditames da verdade.
Desejo a todos uma boa leitura.
Em Jesus e Maria
Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor
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