Julho de 2003
 
Cuba: paraíso apenas da grande mídia e das esquerdas
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Com a Palavra o Diretor

Amigo Leitor,

Ouve-se falar, freqüentemente, das propaladas maravilhas do paraíso cubano, alardeadas por órgãos da grande mídia. Mas será possível razoavelmente viver em um país onde tudo é racionado? Onde ninguém pode consumir mais de 250 gramas de feijão, 1,5 kg de açúcar, meia dúzia de ovos e um sabonete por mês? É possível imaginar que exista um país assim, e que o considerem um verdadeiro paraíso?

            Na realidade, Cuba é assim. E seus habitantes vivem, há mais de 40 anos, sob as condições subumanas impostas por um regime marxista de tipo stalinista. Na matéria de capa deste mês, Catolicismo denuncia com coragem os abusos contínuos que se cometem na ilha-prisão. E apresenta subsídios importantíssimos para que o leitor possa comprovar como a antiga Pérola das Antilhas foi transformada, a preço de muito sangue, no triste país do paredón, em um gigantesco campo de concentração.

            Tal matéria, de autoria de nosso colaborador Luís Dufaur, sobrepõe-se criteriosamente à superficialidade que predomina nos meios de comunicação em geral, no tocante à tirania do regime marxista cubano. Lamentável e incompreensivelmente admirado e defendido por muitos membros do atual governo brasileiro.

Basta lembrar que, algum tempo antes de se tornar presidente da República, o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura da reunião do Foro de São Paulo, em Havana, manifestou-se em nome dos partidos e organizações do Cone Sul e fez um balanço das políticas neoliberais aplicadas em Cuba.

Lula dirigiu-se a Fidel Castro e ao povo cubano nos seguintes e espantosos termos: “Obrigado, Fidel Castro. Obrigado por vocês existirem. Vocês dão demonstração todos os dias de que é melhor fazer menos do que poderíamos fazer, de cabeça erguida, do que ceder e perder a auto-estima — é melhor fazer pouco, mas com dignidade. A velhice é implacável: debilita o nosso corpo e enruga a nossa pele — mas a traição aos ideais é pior, porque enruga a própria alma. Embora o seu rosto esteja marcado por rugas, Fidel, sua alma continua limpa porque você nunca traiu os interesses do seu povo”.

(http://www.fpabramo.org.br/sala_leitura/forosp_cuba.htm).

Mas como alegar interesses do povo, se Cuba detém hoje um dos mais baixos índices de qualidade de vida do mundo? E se as condições de habitação são de uma precariedade inconcebível?

Podem-se acompanhar também, nessa matéria de capa, declarações de cubanos que relatam a desordem social promovida pelo regime de Castro. Prepare-se também o leitor para fazer, através destas páginas, uma viagem de terror — sem censura — pela dura realidade cubana, encoberta amiúde pela cortina de fumaça lançada mediante o marketing de agências de turismo.

Conheça, em detalhes, a difícil vida cotidiana do povo cubano. Será inevitável, ao final, o leitor não se perguntar: como se explica que autoridades mundiais tenham o desplante de fazer propaganda do regime castrista? Como é possível que um ditador como Fidel seja recebido com pompa e circunstância, como o foi na tomada de posse do nosso presidente e também na do presidente argentino? Qual a explicação para o fato de governos e órgãos da mídia fazerem tanta propaganda do envelhecido e anacrônico chefe de governo cubano? Essas perguntas o leitor saberá responder, por si próprio, ao chegar ao final das páginas dessa matéria esclarecedora e candente, estritamente fiel aos ditames da verdade.

Desejo a todos uma boa leitura.

Em Jesus e Maria

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

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