Novembro de 2008
 
São Leão Magno
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Excertos


São Leão Magno

Intrépido defensor dos direitos da Santa Igreja

Plinio Corrêa de Oliveira







O Papa Leão I evita o avaço de Átila sobre Roma – Alessandro Algardi, séc. XVII. Basílica de São Pedro em Roma.
“São Leão Magno (390 – 461) foi um dos maiores Papas que a História registra. Procedeu com a autoridade de Pontífice, mas também com a virtude de santo. Santidade confirmada por um dos maiores milagres da História da Igreja: enfrentou e deteve o huno Átila à entrada de Roma. Enquanto o enfrentava, apareceu São Pedro nos céus e fez retroceder esse flagelo de Deus — como Átila se autodenominava. O Papa impediu ainda a total destruição de Roma pelos vândalos, comandados por Genserico.

Combateu grandes heresiarcas que agitavam a Igreja, como Eutiques e Nestório. Também lutou contra os hereges maniqueus vindos da África, que chegaram à Itália por causa da perseguição dos vândalos. São Leão Magno, tomando conhecimento da presença desses hereges, imediatamente iniciou a pugna. Fez sermões, advertiu o povo contra eles, exortou os fiéis a denunciá-los aos sacerdotes e vigários, naturalmente para sofrerem as penas canônicas e, eventualmente, as penas temporais.

Depois, o Sumo Pontífice pessoalmente instituiu uma espécie de inquisição em Roma. Ele mesmo procurava demover os hereges e os interrogava, para que percebessem os erros que praticavam. E mandava aplicar as penas aos hereges que se recusavam a abjurar os erros.

É a prática da mais extrema e sacrossanta intransigência contra os hereges. Ou seja, a prática de uma virtude que hoje seria muito pouco apreciada, oposta ao ecumenismo, no sentido mau da palavra.

O que São Leão Magno diria das heresias difundidas hoje em dia? Se ele ressuscitasse e visse a Santa Igreja Católica na situação tristíssima em que Ela se encontra, o que comentaria? Proporia imediatamente a restauração da Inquisição.

Peçamos-lhe que reacenda na Igreja esse espírito de vigilância, de discernimento, de intransigência, de luta à outrance, que seria suficiente para evitar à humanidade os terríveis castigos pelos quais ela deve passar”.

(Trecho de conferência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 10-4-1967).

Leia mais a respeito do tema à p. 40.

 

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