Fevereiro de 2006
O Brasil e seu agronegócio ameaçados pelo leviatã ecológico
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Nacional

O Brasil e seu agronegócio ameaçados pelo leviatã ecológico

Ecologismo e ambientalismo absurdos ameaçam impedir que o Brasil, engessado e sem expandir suas fronteiras agrícolas, torne-se grande potência católica e realize sua missão providencial

Hélio Brambilla

A título de breve retrospectiva do ano de 2005, o ministro da Agricultura Roberto Rodrigues assim se exprimiu: “Nós vivemos em 2005 o pior dos mundos na agricultura”.(1)

É claro que houve também muitos fatores positivos, sobretudo por efeito do agronegócio. Mas este teve de enfrentar terríveis fatores negativos, que a seguir enumeramos exemplificativamente.

Fatores negativos para o agronegócio em 2005

1) Uma seca envolveu regiões altamente produtivas do sul do Brasil e Mato Grosso do Sul, comprometendo a produção de grãos em 19 milhões de toneladas, com perdas de até 15% na produção de cana-de-açúcar e outras culturas. O prejuízo, avaliado pelo ministro da Agricultura, foi de 21 bilhões de reais.

2) A política cambial foi desastrosa para o setor. O agronegócio foi a principal vítima dessa política; os insumos foram comprados com o dólar entre R$ 3,00 a 3,30, e a colheita vendida com o dólar a R$ 2,20. Para exemplificar: a soja, que em 2004 foi vendida em média a R$ 40,00 a saca, no final de 2005 estava sendo negociada a R$ 25,00. Cumpre ressaltar que a política cambial não é unanimidade dentro do próprio governo, tendo vários ministros e o próprio vice-presidente discordado dela.

O Brasil possui o maior rebanho de gado vacum do mundo, que já se aproxima de 200 milhões de cabeças
3) A febre aftosa. O Brasil possui o maior rebanho de gado vacum do mundo, que já se aproxima de 200 milhões de cabeças (quase o dobro dos EUA, que possui 105 milhões). Graças à competência do setor pecuário, o país é hoje o maior exportador de carne, couros e calçados. Esta cadeia produtiva, que gera milhões de empregos e bilhões de dólares, foi afetada pela eclosão da aftosa, pois muitos especialistas já vinham alertando: “Não é se, mas quando iriam irromper os focos de aftosa”. Até a região já era prevista: o sul do Mato Grosso do Sul, com muitos quilômetros de fronteira seca com o Paraguai, onde não há controle eficaz na parte brasileira, e com inúmeros assentamentos de Reforma Agrária, onde o MST impede a devida vigilância. O resultado aí está. De acordo com a revista da Coopavel,(2) uma das maiores cooperativas do Brasil, o prejuízo foi de 1,7 bilhão de dólares.

4) O MST atuou invadindo propriedades, pedágios e órgãos públicos, obstruindo rodovias e demolindo propriedades, sem que o governo tomasse qualquer atitude para impedir tais vandalismos.

Fator altamente positivo: atuação da TFP-Fundadores

A Associação dos Fundadores da TFP atuou amplamente durante o ano de 2005, participando de mais de 40 grandes eventos em 170 cidades do País, alertando os produtores agropecuários para os perigos que rondam o agronegócio.

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança (à esq.), diretor de Relações Institucionais da TFP-Fundadores, em defesa do agronegócio
Tiveram papel de destaque as brilhantes palestras proferidas pelo Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, diretor de Relações Institucionais da TFP-Fundadores, em defesa do agronegócio. Concedeu ele também três entrevistas ao Canal do Boi, uma delas juntamente com o jornalista-responsável de Catolicismo, Nelson Ramos Barretto. Este tratou de temas abordados em dois de seus livros: uma reportagem que denuncia a favelização dos assentamentos da Reforma Agrária; e outro em que aponta os desvarios do projeto sobre o chamado “trabalho escravo”.

A Comissão de Estudo do Agronegócio, da TFP-Fundadores, atuou ainda denodadamente pelo “não” ao desarmamento, no vitorioso plebiscito de 23 de outubro. Caso o “sim” tivesse vencido, os produtores rurais ver-se-iam à mercê das hordas de invasores e demais subversivos do campo.

O leviatã ecológico: equivocada política do meio ambiente

Apesar dos fatores negativos apontados, o agronegócio reagiu vitoriosamente, gerando novos empregos, mantendo outros milhões já existentes e produzindo alimento farto e de excelente qualidade; sustentou nossa balança comercial, fator decisivo para atingirmos o recorde histórico de exportações de 117 bilhões de dólares.

Em 2003, logo no início do governo Lula, uma destacada autoridade política brasileira confidenciou que o grande problema, a médio e longo prazo, seria a equivocada política do meio ambiente, que poderia trazer o engessamento de todo o setor produtivo do agronegócio.

É bom salientar que ninguém é contra a preservação do meio ambiente, que tem em vista conservar a bela e variada natureza que Deus criou para espelhar suas infinitas perfeições.

O que não se compreende é a aplicação de uma repressão de tipo eco-nazi-comunista, que provocou a prisão de um pai e filho por terem matado dois “quero-quero” para comerem no jantar; e outra vítima de tal repressão, também presa por raspar a casca de uma árvore medicinal a fim de fazer chá para a esposa doente!

Certos ecologistas atuam hoje em dia com base numa ideologia sectária, verdadeira religião que adora a natureza, fazendo lembrar os bárbaros germanos que adoravam árvores, e em particular o histórico carvalho irminsul, cujas raízes tocariam no centro da terra; e que o grande Imperador Carlos Magno mandou derrubar a golpes de machado, para provar que nada de grave ia ocorrer.

Poderosas ONGs e forças internacionais inimigas de todo progresso visam literalmente engessar o desenvolvimento do nosso Brasil. Odeiam elas sobretudo a idéia de um Brasil católico e próspero, atuando no futuro como potência mundial sob o bafejo da Providência Divina, para o bem de todas as nações do globo, como sempre almejou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

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