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Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Atitude simbólica do ato de homenagem e
obediência
Plinio
Corrêa de Oliveira
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (séc. XVI) — João Lombardos, Museu Bizantino de Atenas
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A pintura que figura nesta contracapa é de
inspiração bizantina e não se deve ver nela o
gênero de beleza que apresentam nossas imagens ocidentais.
Se por belo se entende a fisionomia bem cortadinha,
bem arranjadinha, carinha de boneca, então essa pintura não
é bonita. Ela é de outras eras, provém de
séculos atrás. Entretanto, tem muita expressão,
e é tal expressão que se deve analisar.
Trata-se da pintura de Nossa Senhora do Perpétuo
Socorro. Invocação muito bela, porque indica a
misericórdia invariável de Nossa Senhora. Perpétuo
Socorro: um socorro, um auxílio, um ato de misericórdia,
um ato de piedade perpétuo. Quer dizer, ininterrupto, que não
se detém nunca, que não se suspende nunca. “Nunca”,
ou seja, em nenhum minuto, em nenhum lugar, em nenhum caso. Por pior
que seja a situação de quem recorra a Ela, como é
Mãe de Misericórdia, socorre sempre.
***
O que dizer dessa fisionomia?
imagem é
muito expressiva, devido à sua atitude profundamente materna.
Vê-se a Mãe que carrega seu Filho com uma naturalidade e
um afeto extraordinários. A expressão de olhar da
Santíssima Virgem é recolhida, de quem reza.
De outro lado, para mim, o simbolismo mais tocante é
o gesto com que o Menino Jesus se apóia na mão de Nossa
Senhora, e como Ela segura as duas mãos do Divino Infante.
Era exatamente o símbolo de homenagem e de
obediência antigos: a mão do inferior, ficar posta na
mão do superior, indicava o domínio deste último
sobre aquele. Então, para indicar o valor da oração
de Nossa Senhora, o artista representou o Menino Jesus prestando esse
ato de obediência a Nossa Senhora.
A estrela, no véu de Nossa Senhora, indica
que Ela é a estrela que nos guia no mar desta vida até
o Céu.
Excertos da conferência proferida pelo Prof.
Plinio Corrêa de Oliveira para sócios e cooperadores da
TFP em 8 de novembro de 1968. Sem revisão do autor
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Segundo a tradição, a
pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi
trasladada de Creta para Roma por um negociante, tendo
permanecido na igreja de São Mateus até 1812, sendo
levada depois para uma capela dos agostinianos.
Em 1866, o Geral dos Redentoristas
obteve do Papa, Bem aventurado Pio IX, a custódia da
imagem, divulgando-a então largamente, o que tornou a
pintura uma das estampas de Nossa Senhora mais populares em todo
o mundo. A foto é de uma pintura que se encontra no Museu
Bizantino de Atenas, baseada no quadro original.
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