Julho de 2009
Perigosa conjuntura na Ibero-américa atual
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Carta do Diretor

Caro leitor,

 

A Ibero-américa atravessa atualmente perigosa conjuntura, com a propagação do câncer socialo-comunista a partir de certos governos.

Trata-se, é bem verdade, de cúpulas marxistas com suas respectivas bases de apoio e sustentação, e não de movimentos de opinião pública, a qual continua a rejeitar a ideologia de seus dirigentes. Mas setores menos esclarecidos da população vêm sendo enganados por protecionismos demagógicos — em geral sob a forma de “bolsas” — que asseguram a manutenção de tais governos. Ao lado disso, há os políticos oposicionistas que não exercem a autêntica oposição.

Esse quadro se agravou com a ascensão ao governo dos Estados Unidos de Barack Obama, cuja ideologia se aproxima, na realidade, da que os líderes da esquerda latino-americana põem em prática. Exemplo disso: logo que Obama assumiu o governo, Cuba foi readmitida na Organização dos Estados Americanos.

Inseriu-se assim na OEA –– portanto, no convívio de nações civilizadas, mas em crise –– a Cuba castrista, país que o comunismo reduziu à mendicância, e que não renunciou ao seu desígnio de difundir o marxismo e o terrorismo dentro e fora de suas fronteiras. Tal inserção equivale à de uma família com vários filhos adolescentes, que resolve adotar um criminoso viciado em droga...

Nesse contexto, cumpre não esquecer a influência cada vez maior da Rússia e da China nas questões latino-americanas. Quanto à primeira, basta recordar os verdadeiros arsenais vendidos a Hugo Chávez, além do provocador deslocamento de naves da marinha russa nos mares do continente sul-americano, no início deste ano. No que respeita à China, convém ressaltar a verdadeira ofensiva que esta desenvolve no âmbito comercial, fortalecendo-se assim política e militarmente.

É oportuno lembrar ainda a cobiça árabe pela aquisição de vastas extensões de terras no Brasil, no momento mesmo em que antigos proprietários brasileiros estão sendo expulsos delas, a pretexto de dar mais espaço aos índios, aos quilombolas e aos sem-terra.

Preocupa ainda — e profundamente — a degradação moral trazida pela legislação de diversos países ibero-americanos, por exemplo, através de leis visando a aprovação do aborto e a promoção da homossexualidade, impusionando assim a Revolução Cultural.

Convém de modo especial ressaltar o movimento indigenista na Ibero-américa. Bafejado pela esquerda católica e por ONGs estrangeiras, visa constituir nações silvícolas dentro dos países, pela concessão de amplos territórios, podendo vir a provocar por todo o continente, e especialmente no Brasil, graves transtornos como os que presentemente ocorrem no Peru.

Apesar disso, podem-se notar cá e lá, contra essa investida revolucionária, sadias reações daqueles que desejam manter a fidelidade às gloriosas tradições cristãs da América Latina.

Desejo a todos uma boa leitura de nossa matéria de capa, que desenvolve essa temática de suma importância para os interesses da civilização cristã.

 

Em Jesus e Maria,

 

Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor

paulobrito@catolicismo.com.br

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