são Luís Rei
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São Luís, Rei de França
Plinio Corrêa de Oliveira
Majestade, calma, segurança e determinação
no Rei cruzado
A imagem que se encontra na parte
exterior da célebre Sainte Chapelle, em Paris
[reproduzida nesta contracapa], dá bem, a meu ver, idéia
de quem foi São Luís IX.
Vê-se nele indiscutível majestade real.
Não a majestade de um soberano agressor e anexador de terras
que não lhe pertencem. Mas a de um Rei defensor tranqüilo
e firme de seus direitos. Seguro da convicção de que
tem o direito de mandar sobre as terras que recebeu de seu
antecessor.
Neste sentido, um monarca guerreiro, que vai à
guerra se necessário — como é seu dever —
para manter a integridade do seu reino. Desta forma, a sua fisionomia
traduz uma determinação, uma decisão, que é
muito bonita.
A coroa que encima sua fronte não atingiu
todo o desdobramento das coroas posteriores. Mas o tamanho das
flores-de-lis e do diadema lhe dá uma beleza tal, que
se pode questionar se as posteriores coroas, fechadas e encimadas por
uma cruz, são realmente mais belas do que esta.
A coroa, mais a fisionomia, mais a atitude do corpo
dão a impressão de uma calma, uma segurança na
defesa de seus direitos, que marcam bem o Rei cruzado, o Rei
batalhador. Ele teve que empreender guerras numerosas durante seu
reinado, mas soube orientar essas pugnas de tal maneira, que não
só saiu vitorioso nelas, mas até mais: na relatividade
das coisas da Idade Média, pode-se dizer que seu reinado foi
um reinado de paz.
Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para sócios
e cooperadores da TFP em 12 de abril de 1989. Sem revisão do
autor.
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